Curitiba - Os produtores de flores da Região Metropolitana de Curitiba não têm do que reclamar. As vendas no último ano cresceram, e agora há até quem esteja investindo em mais infra-estrutura para aumentar a produção e conseguir atender a demanda dos próximos anos.
Pelo menos é o que está fazendo o produtor Paulo Sérgio Haiduk, da Sul Flores, localizada no bairro do Tatuquara, em Curitiba, e especializada na venda de mudas de flores de época. No verão, as flores cultivadas são a begônia, beijinho americano, tarjete e petúnia. Já no inverno, as flores da época são amor-perfeito, boca-de-leão, flor de mel e cravínia. A produção é vendida para floriculturas da cidade e também em um boxe da Ceasa, dentro do chamado Mercado das Flores, que reúne vários produtores que vendem tanto no atacado quanto no varejo.
Com oito anos no ramo, hoje ele conta com duas estufas, que somam mil metros quadrados de solo, e produzem em média 4 a 5 mil caixas por mês, o equivalente a 60 a 75 mil mudas mensais. ''Não sei se o pessoal está se dedicando mais à jardinagem, se está investindo mais em paisagismo ou o poder aquisitivo está melhor, mas da primavera para cá o mercado melhorou. Eu tive um ano bom de vendas'', diz ele, lembrando que até no início do ano, quando o movimento normalmente é fraco, ele teve boa procura. Como consequência desse aquecimento, a empresa está aumentando em 20% sua área de plantio para este ano e já tem planos de construir mais uma estufa, o que irá aumentar 50% a atual área de plantio.
Os proprietários da Chácara Silvestre Valenga, de Araucária, que produzem flores em vasos, também estão satisfeitos com o desempenho no último ano. Na chácara são produzidas, basicamente, gerânio, brinco de princesa, gérbera e ciclâmen. Eles também vendem folhagens. A produção é vendida diretamente a turistas, dentro do Circuito de Turismo Rural na região, e para floriculturas de cidades vizinhas.
''No início, conseguir mercado foi difícil, porque as flores vinham de São Paulo. Eram caminhões fechados, vendidos em lotes. Como nossa produção é pequena, tínhamos que concorrer com o preço'', conta. Hoje, depois de oito anos de atividade, a chácara mantém cinco estufas com cerca de 8 mil vasos. ''Agora já conquistamos os clientes, que só compram nossas flores. E cada ano as vendas aumentam mais'', diz.

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