Criado em setembro de 2004, o curso de meliponicultura do Senar está fazendo sucesso entre homens e mulheres. Na sua terceira edição, o curso reuniu 15 participantes no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Ibiporã esta semana.
De acordo com o administrador do CTA, José Ivo da Silva, apesar de recente, o curso tem sido bastante procurado pelos produtores paranaenses. ''A maior dificuldade é a falta de conhecimento sobre como lidar com a espécie, mas mesmo básico, o curso serve como um projeto suporte para a propriedade'', diz.
O agricultor Cezar Palharin, possui oito colméias em sua propriedade em Santa Mariana (16 km a leste de Cornélio Procópio). Hoje, todo o mel produzido é utilizado no consumo da família. ''Não sabia como manejar corretamente a criação, mas agora, com o conhecimento adquirido, vou fazer as modificações necessárias e investir na venda do mel'', afirma.
Com o que aprendeu no curso, o pequeno produtor Celso Nobuyuki Abe, de Assaí (36 km a leste de Londrina), poderá dividir os enxames de suas 10 colméias e aumentar a produção. ''Estou começando minhas atividades no campo e vejo na meliponicultura uma forma de agregar valor à propriedade'', afirma. Para Abe, a possibilidade de trabalhar sem o uso de equipamento de proteção é um dos pontos fortes da atividade.
O apicultor Marcio Antonio Piccini já vende mel de apis há cinco anos em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina). Há dois anos iniciou a criação de abelhas sem ferrão e hoje possui oito colméias. ''Minha mulher pediu que eu investisse na meliponicultura como uma terapia, mas a idéia é ampliar a criação'', declara. Para Piccini, além de aproveitar o potencial econômico das abelhas, seu objetivo principal é preservar a natureza. (M.G.)

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