Produtores otimizam maquinário para a colheita
A produção paranaense de feijão está concentrada na região Sudeste, sendo que na segunda safra, 35% do volume colhido sai dos campos de Ponta Grossa. Na sequência, Cascavel é responsável por 11% da produção, que também é distribuída em Guarapuava (7%) e Curitiba (7%). Os irmãos Marcelo, Marcos e Mateus Ribeiro Leandro cultivam feijão carioca em uma área de 15 hectares em Lerrovile, distrito de Londrina. A família, que produz a leguminosa desde 2001, espera uma produtividade de 25 sacas por hectare este ano.
Apesar dos preços favoráveis desta safra, Mateus lembra que em 2008 chegaram a vender a saca por R$ 210. ''O preço acima de R$ 100 já está bom, se conseguirmos vender ao preço atual de R$ 140 será ótimo'', comenta Marcelo. Mateus explica que os custos na propriedade não são tão altos, pois eles mesmos produzem as sementes. Além disso, a colheita mecanizada é feita com a otimização do maquinário usado para colher outras culturas, como a soja. Segundo ele, o custo aproximado de produção é de R$ 800 por hectare. ''Estamos otimistas para esse ano porque o preço está melhor do que no ano passado. Até agora, o clima ajudou, mas, devido ao atraso na safra de milho, tivemos que plantar o feijão mais tarde, o que é arriscado em caso de geada'', revela Mateus.
O agricultor Silvestre Deda, de Araucária, produz feijão preto em uma área de aproximadamente 10 hectares. Para ele, o recente aumento de preço melhorou muito a situação dos produtores, mas a valorização deveria ser ainda maior para garantir rentabilidade diante do alto custo de produção. Deda conta que o clima não foi muito favorável este ano e deve resultar em uma produtividade média de 29 sacas por hectare. A chuva atingiu as lavouras na época do plantio e provocou problemas radiculares. Em anos anteriores, o produtor chegou a colher mais de 71 sacas por hectare.
O agricultor argumenta que é preciso investir para conquistar rentabilidade. Deda, que também é sojicultor, faz adaptações na colheitadeira de soja para conseguir efetuar a colheita mecanizada do feijão. ''Falta mão de obra para a colheita e a máquina traz mais praticidade e rapidez no processo. Assim, corro menos risco de perder a produção por ocorrência de chuva, por exemplo'', afirma. Apesar da crescente mecanização, ao se considerar o número de produtores, a colheita manual ainda é predominante no Estado.(M.F.)





