Produtores organizam a cadeia produtiva de peixe
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
Mais uma vez a união é artifício para o enfrentamento de questões comuns a um grupo. A instalação de uma sala com uma funcionária é um passo importante da Associação Norte Paranaense de Aquicultores (Anpaqui) para ordenar as suas ações e aumentar os ganhos dos produtores. A nova estrutura vai organizar a cadeia produtiva do setor, auxiliando os produtores na condução da propriedade e facilitando a venda do produto aos atacadistas.
Por enquanto é só uma sala, mas temos o projeto de construir uma sede, que ficará nas dependências do Parque Ney Braga, diz Petra Wagner, presidente da associação. A sala recém-instalada também fica na sede da Sociedade Rural do Paraná, em Londrina.
De acordo com Wagner, atualmente os produtores têm dificuldade em atender a demanda de frigoríficos do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Falta volume e constância de oferta, diz. Ela afirma que os compradores exigem uma carga de pelo menos cinco toneladas para buscarem o peixe na região.
A presidente da Anpaqui afirma que a piscicultura é um mercado em ascensão, condição que pode trazer ganhos aos produtores. A produção anual de duas mil toneladas poderá ser aumentada em função do crescimento do consumo de peixe no Brasil. A produção nacional também tem espaço para crescer. A utilização de apenas 1% das águas da União pode produzir cerca de 35 milhões de peixes ao ano, diz Wagner.
O incentivo à produção, segundo ela, vem por meio do recém-criado Ministério da Pesca e Aquicultura, elevação de status de uma secretaria nacional. Essas ações fortalecem o setor, diz, citando a Semana do Peixe como um evento que incentivou o consumo de peixe no país. Ela destaca também o apoio dos fabricantes de ração, que possibilitou a instalação da sala para o fincionameto da entidade. Contatos com a Apaqui podem ser feitos pelo e-mail: associacaoanpaqui@hotmail.com.


