Derli Dossa, chefe da assessoria de gestão estratégica do Ministério da Agricultura, afirma que os 4,5 milhões de produtores espalhados por todo o Brasil deverão receber ajuda para se adequar às normas ambientais. "Temos que recuperar um passivo ambiental", destaca. Ao todo, o País possui 20 milhões de hectares de Reserva Legal e 5 milhões em Áreas de Preservação Permanente (APPs). Segundo Dossa, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) não terá nenhum custo para os produtores. "O único gasto será na revitalização da área verde, se necessário", observa Dossa.
Silvio Krinski, assessor de meio ambiente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), afirma que os produtores paranaenses respeitam as leis ambientais, mas que essa mudança pode gerar dúvidas em quem tem imóvel na zona rural. No caso dos produtores já cadastrados no Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanentes (Sisleg), Krinski acrescenta que o programa paranaense deve estar em harmonia com o CAR. "Quando não houver alinhamento entre os dois projetos, não tem como passar as informações aos produtores", completa.
Krinski aponta que hoje existem 2,5 mil técnicos de cooperativas só no Paraná. Segundo ele, todo esse corpo de profissionais está parado esperando a implantação do CAR. "Seria interessante que essa ferramenta já estivesse disponível para que os técnicos trabalhassem junto aos cooperados", sublinha. O assessor aponta que a Ocepar tem cobrado mais agilidade do governo federal para trabalhar o CAR em todo o Estado.

Monitoramento
De acordo com José Carlos de Araujo, diretor do Instituto de Terras, Cartografia e Geociência (ITC), o governo do Paraná vem trabalhando na regularização de terras. Segundo ele, só neste ano, oito municípios da região central do Estado tiveram suas áreas mapeadas. Para 2013, estão previstos mais oito. "Com a implantação do CAR vai ficar mais fácil obter esse registro", salienta Araujo. (R.M.)

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