Produtores investem em tecnologia
O produtor Américo Amano, que possui uma propriedade no distrito de Bratislava, em Cambé, utiliza plantio direto, sementes certificadas e aplicações de fungicidas em sua lavoura, com o intuito de garantir maior produtividade e melhor qualidade dos grãos colhidos. ''A tecnologia é uma segurança para a gente. Ela ajuda bastante e garante bom resultado'', salienta.
Com auxílio da assistência técnica, Amano faz o acompanhamento e monitoramento constante da lavoura. ''Uso semente tratada contra doenças fúngicas e pragas. Também faço aplicação preventiva de fungicida contra a ferrugem, seguindo recomendação dos agrônomos. Como o tempo estava propício para a doença, ficaria mais difícil controlar depois da doença aparecer'', argumenta.
Em razão das previsões climáticas antes do início da safra, Amano fez plantio escalonado. No entanto, como o clima decorreu de forma contrária à expectativa e o excesso de chuvas prolongou o ciclo das variedades, o agricultor está colhendo toda a área de uma só vez. ''Estou dando preferência para colher as áreas onde vou plantar milho safrinha'', revela.
Nesta safra, a produtividade obtida pelo produtor nas áreas em que já colheu é de aproximadamente 65 sacas por hectare. No ano passado, a média foi de 55 sacas por hectare. ''Em parte, levei sorte, porque na minha área não choveu quando a soja estava pronta para colher'', comenta Amano, acreditando que irá terminar a colheita garantindo a mesma média de produtividade em toda a área.
O agricultor Pedro dos Santos plantou 67,76 hectares de soja em outubro, utilizando variedade de ciclo semiprecoce. A previsão inicial era colher entre o final de fevereiro e início de março. Até o momento, as chuvas que caíram em sua propriedade, localizada no distrito de Maravilha, em Londrina, não estão interferindo seriamente em seu planejamento. Somente no meio dessa semana, quando a chuva deu uma trégua, o produtor conseguiu entrar no campo com as máquinas e colher toda a produção.
''Usamos a tecnologia mais avançada, seguindo os conselhos dos agrônomos'', ressalta Pedro. Entretanto, o produtor salienta que não há muito planejamento a se fazer quando se trata do clima. ''O agricultor planta a semente na terra e faz a parte dele, o resto depende da natureza'', comenta. Pedro não acredita que as chuvas dos últimos dias devam causar grandes estragos à lavoura porque o volume de chuvas não foi muito intenso na região. ''Por enquanto, nada que possa prejudicar a colheita. É questão de um pouco de sorte'', avalia.(M.F.)





