O estereótipo daquele produtor rural sem instrução, com baixa capacitação técnica, averso à inovação, com conhecimento baseado somente no trabalho do dia a dia é coisa do passado. Com o advento de novas tecnologias incorporadas ao campo, o produtor brasileiro tem buscado na educação uma forma de transformar a sua maneira de trabalhar e de tornar a sua propriedade uma empresa altamente competitiva.
Uma amostra de que o perfil do agricultor tem mudado é o aumento da procura dos produtores e seus herdeiros pelas universidades, com o objetivo de aprimorar o conhecimento teórico sobre ações que já são realizadas na prática.
Um exemplo é o interesse pelo curso de agronomia no Brasil. Só para se ter uma ideia do aumento na procura, em 2012 foram realizadas 60.485 matrículas em instituições públicas e privadas, contra 26.585 contabilizadas em 2002, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ou seja, em dez anos o número de matrículas no curso de agronomia no Brasil cresceu 127,5%. Fábio Suano de Souza, coordenador do curso de Agronomia do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), em Londrina, avalia que a procura pelo curso na instituição cresceu mais de 200% na última década. Muitos desses alunos, observa o coordenador, são produtores ou filhos de agricultores que vão à faculdade para buscar conhecimento e aprimorar o sistema produtivo.
Agricultor na região de Bela Vista do Paraíso (Norte), José Luis Pedrão está no segundo ano do curso de agronomia. Filho de agricultor, o jovem estudante e também produtor de grãos salienta que o homem do campo precisa acompanhar a evolução do setor e por isso foi em busca de um curso superior.

Leia mais sobre o assunto no especial do Dia do Agricultor na Folha Rural deste sábado.

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