Produtores exigem preço mínimo
O avicultor Guerino Guandalini, presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Norte e Noroeste do Paraná (Nurespar), informou que a entidade quer estabelecer um preço mínimo de R$ 0,25 por frango entregue às indústrias. Representantes da Nurespar e da Faep levantam também a possibilidade de pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para identificar o setor que está lucrando com o negócio, a exemplo da investigação parlamentar feita em cima da produção de leite.
O professor José Roberto Canziani, da UFPR, não considera o estabelecimento do preço mínimo como a solução mais adequada para o problema. No mercado agropecuário, é normal haver flutuação de preços. A fixação do preço mínimo é um retrocesso, criticou. Para ele, o ideal é adotar um sistema de monitoramento do mercado, a ser realizado por um órgão independente que estabelecerá margens de ganho justas para cada parte envolvida. Se não for assim, a parte mais forte sempre se apropriará do ganho maior, disse, lembrando que a UFPR monitora com eficiência a cadeia da cana-de-açúcar.





