Produtores esperam por agroindústria
Os Mosconi são exceção entre produtores da região, que enfrentam dificuldades com a falta de assistência técnica. Márcio fez um curso de técnico agrícola, o que facilita o manejo da cultura.
Na outra ponta do empreendimento rural familiar está o irmão Marcos, responsável pela administração da empresa de comercialização de frutas da família - uma solução encontrada para fugir dos atravessadores.
''Iniciamos o trabalho de comercialização para poder pegar um preço melhor. Conseguimos aumentar o lucro em 30% em relação ao preço da venda das frutas na roça'', destacou Márcio.
Essa relação de lucratividade não é igual para produtores, como José Adelino Barizon, que mantém uma área de 6 alqueires de laranja no distrito de Lovat a 15 quilômetros de Umuarama.
Na região, 70% dos produtores comercializam a produção com a Paraná Citrus, fábrica de suco concentrado e congelado de laranja da Cocamar, de Paranavaí (cidade-pólo/Noroeste).
Não só Barizon, mas muitos produtores sonham com uma agroindústria na região, o que diminuiria a distância até Paranavaí, onde entregam parte da produção.
O sitiante ainda tem uma área de 10 alqueires reservada ao pasto, diversificando o pomar de frutas com laranja, manga, acerola e limão. São 1.000 pés de laranja pêra rio, 250 Iapar e 600 de valência.
Na safrinha de pêra rio, o produtor colheu uma média de uma caixa de laranja por pé, comercializada a R$ 8,00.
Barizon não considera esse um bom preço, já que o manejo da cultura requer investimentos em fungicidas.
Ele citou o exemplo do cobre, que em 2004 custava R$ 6,00 e esse ano está custando R$ 22,00, o quilo.(F.L.)





