Produtores enfrentaram falta de semente
A previsão feita na época do lançamento pelo pesquisador José Carlos de Oliveira, era de que o Paraná poderia, num período de cinco a seis anos, estar substituindo toda sua área plantada com aveia preta comum pela nova cultivar.
Essas previsão, porém, não se concretizou por vários motivos. O principal deles segundo o pesquisador foi a falta de divulgação técnica e recomendação entre os produtores - ''embora sempre tenha se buscando isso através de dias de campo e de distribuição de sementes para empresas que prestam assistência'', afirma o pesquisador. Outra limitação foi a pouca disponibilidade de sementes no mercado. Só o Iapar dispunha para fornecimento aos agricultores, através da sobra de sementes básicas produzidas com o intuito de alimentar o sistema estadual de sementes.
José Carlos acrescenta outro fator para a pouca disponibilidade de sementes. As características da cultivar, que exige clima mais frio para se obter uma produção econômica de sementes. Ele disse que a recomendação é para que a produção de sementes seja feita em regiões de inverno mais frio e com boa distribuição de chuvas. Em regiões de temperaturas médias mais elevadas e de inverno mais seco a produtividade é menor.
''Talvez por este motivo a classe produtora de sementes não tenha se interssado de forma mais agressiva em sua produção. As sementes básicas produzidas pelo Iapar são adquiridas mais por produtores do Rio Grande do Sul.





