Produtores e cooperativa avaliam híbridos
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
Reportagem Local 
A região de Mauá da Serra é referência em tecnologia na produção de millho. Para atingir médias de produtividades de até 8.300 kg/ha, os produtores utilizam adubação pesada e fazem avaliação permanente dos melhores materiais disponíveis no mercado.
Na semana passada, em Dia de Campo promovido pela Cooperativa Integrada, apresentou uma vitrine mostrou o desempenho de 57 híbridos utilizados na região.
Como existem no mercado vários tipos de híbridos, os cooperados com apoio do corpo técnico da cooperativa realizam um ensaio de competição focando produtividade e doenças. Assim temos um parâmetro bem confiável e podemos escolher a melhor opção, diz o coordenador de núcleo da Integrada, Umberto Uemura.
Os resultados obtidos são usados pelas empresas para posicionar seus materiais em outras regiões. Ele é feito em parceria com o Iapar, que avalia as doenças, e, o mais importante é a credibilidade que este ensaio tem, conta o gerente de Mauá da Serra, Cláudio Nakashima.
O sucesso da cultura do milho começou há 30 anos, quando os produtores investiram no sitema de plantio direto para tentar resolver o problema de degradação do solo, resultado da movimentação das máquinas e erosão, que diminuía a produtividade da soja na época. O milho surgiu como uma necessidade para a prática de rotação de culturas e para trazer maior produtividade, explica o cooperado Sérgio Higashibara.
Agora a realidade é outra: o sistema foi adotado por todos os produtores e os ivestimentos são feitos em fertilidade e rotação de culturas. Hoje estão conseguindo colher cinco safras em apenas dois anos, antecipando a cultura do milho para o cultivo de feijão. Apesar de o milho ser menos produtivo devido à época de plantio, a rentabilidade é otimizada pela cultura do feijão, analisa o engenheiro agrônomo Toshio Watanabe, que apresentou os resultados do grupo em uma das estações do Dia de Campo.
Outro trabalho mostrado por Watanabe no evento técnico da Integrada de Mauá da Serra foi com relação à fertilidade. Os produtores mantêm um nível elevado de fósforo, potássio e, principalmente, matéria orgânica no solo. Estamos mostrando aos visitantes que é importante repor a quantidade de nutrientes exportados pelas culturas, senão vai exuarir o solo, aconselha Watanabe.


