O Paraná tem um bom rebanho comercial de ovinos, mas pode melhorar se houver maior interesse dos produtores por ações profissionais dentro das propriedades, explica a professora Alda Monteiro, da UFPR. Entre essas ações estão melhor seleção de matrizes, planejamento alimentar e a retenção de fêmeas jovens.
Outro fator importante é a escolha dos reprodutores pelo conhecimento de reais características de desempenho, e não apenas a escolha visual. ''Isso só será possível quando os produtores de reprodutores aceitarem o desafio de expor seus animais a provas zootécnicas oficiais de desempenho'', afirma a docente. Esses testes avaliam controle de ganho de peso, características reprodutivas e de carcaça. Porém, a adesão de produtores paranaenses a essas provas é muito pequena. ''Notamos que há certo receio em 'provar' os animais para dar início a um processo de seleção e melhoramento'', diz.
Para quem deseja ingressar no setor, Alda Monteiro tem uma orientação importante: ''É fundamental que os produtores se organizem em grupos, associações e cooperativas. Esse foi um aspecto que impulsionou e profissionalizou a produção de cordeiros no Estado, dando exemplo para todo o Brasil, apesar de todas as limitações e dificuldades''. Outro conselho da professora Alda Monteiro é que o produtor busque a profissionalização. (A.D.C.)

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