Produtores de Arapongas elevaram volume de captação diária com práticas simples de manejo
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sábado, 21 de janeiro de 2012
Redação FolhaWeb 
Pequenos produtores de leite no Paraná vêm conquistando por meio da assistência técnica uma nova oportunidade para alavancar os negócios. Em algumas regiões, o investimento em sanidade, nutrição e utilização de uma boa genética tem elevado o potencial produtivo e proporcionado maior poder de negociação frente aos laticínios. Essa conquista tem sido alcançada sem nenhum aumento de área ou grandes investimentos financeiros. O segredo, segundo os próprios produtores, são as pequenas mudanças.
Alçançar índices melhores não é uma tarefa fácil. Porém, a união de quem produz, seja ela por meio de cooperativas ou associações, é uma das formas mais baratas e rápidas para conquistar esse objetivo. O assentamento Dorcelina Folador, localizado no município de Arapongas, é um exemplo disso. Com o apoio da assistência técnica da Emater, os 45 pequenos produtores que formaram uma pequena cooperativa, chegam a captar 3 mil litros por dia, a uma média de 10 litros por cabeça, tudo retirado por meio de ordenhadeiras mecânicas.
De acordo com a presidente da cooperativa e também produtora, Dirlete Dellazeri, antes da assistência técnica, havia pecuaristas que não conseguiam produzir mais do que 30 litros de leite por dia. Hoje, alguns chegam a captar 700 litros diariamente, sem ampliar o rebanho. Ela afirma que uma cadeia leiteira bem trabalhada, com o devido suporte técnico, pode ser uma das melhores fontes de renda para o pequeno produtor.
Dirlete sublinha que o primeiro passo adotado pelo assentamento foi buscar o apoio da Emater, que ajudou os produtores a melhorarem a rentabilidade por meio de um manejo adequado.
Shiguedy Cato, especialista da Emater e responsável por orientar os trabalhos dos produtores da região, afirma que para ampliar a qualidade e a quantidade da produção local foi definido uma linha de trabalho. Um das primeiras recomendações foi o cuidados com a alimentação do rebanho. ''Com um animal bem alimentado, 70% dos problemas estão solucionados na atividade leiteira'', enfatiza.
Leia mais na reportagem de Ricardo Maia.


