Produtores da região Norte do Estado estão animados com a colheita de milho de inverno, que deve se intensificar durante o mês de agosto. Quem apostou na cultura relata que a produtividade em algumas localidades deve ficar acima de 250 sacas por alqueire ou 6,2 mil quilos por hectare (kg/ha).
É o caso do produtor do distrito de São Martinho, em Rolândia, Agnaldo Di Pietro. Ele plantou milho na totalidade de sua área, aproximadamente 130 alqueires, e está contente com os resultados obtidos esta semana. Ele relata que já colheu cerca de 30% da sua lavoura e registrou produtividade de 300 sacas por alqueire. "No ano passado, a produtividade ficou em 240 sacas por alqueire. Neste ano, o clima correu bem, choveu muito e isso facilitou."
O agricultor salienta que a chuva de julho acabou atrapalhando um pouco a lavoura, deixando cerca de 10% da sua produção com o grão ardido. Neste caso, ele explica que a cooperativa na qual é associado vai pagar um valor em torno de 15% menor do que acordou anteriormente. "Fechei a R$ 23 a saca. Acho que foi um bom valor", analisa.
Durante o manejo da cultura, Di Pietro salienta que o principal problema foi o percevejo e, com isso, fez três aplicações de defensivos para controlar a praga. Segundo ele, o custo de produção deste ano ficou em 150 sacas por alqueire, contra 130 sacas da safra passada, alta de 15%. "O adubo foi o que mais acabou pesando devido ao câmbio."
Com uma área de 27,5 alqueires, localizada no distrito de Paiquerê, em Londrina, o produtor João Sérgio Blanco apostou apenas 3,2 alqueires no milho de inverno e o restante no trigo. Isso aconteceu porque ele perdeu a janela de plantio e ficou com receio em relação à perda do seguro rural.
"A última vez que plantei milho de fato foi na safra retrasada e a produtividade foi de 223 sacas por alqueire. Agora, a expectativa está ainda melhor. Devo começar a colheita em 15 dias e não tive nenhum tipo de problema."
Em relação aos preços, ele comenta que travou no mercado futuro a R$ 21,80 a saca de 60 quilos e ficou satisfeito. "O trigo está com uma incógnita maior em relação à comercialização, já que tudo pode acontecer. Já o milho, não consegui o melhor preço, mas acho que ficou de bom tamanho", complementa Blanco. (V.L.)

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