Produtores correm contra o tempo
O agricultor Milton Casaroli, da região de Londrina, está com as colheitadeiras em plena atividade. Ao todo, ele destinou para a oleaginosa neste ciclo 276 hectares (ha), praticamente a mesma dimensão de área utilizada na safra anterior para o cultivo do grão. Com esse espaço, o agricultor espera produzir um pouco mais de 66 sacas por hectare. Para aproveitar os bons preços da commodity, Casaroli já comercializou 6 mil sacas de soja.
Casaroli deve plantar, ao todo, quatro tipos de variedades, sendo que uma delas é a Intacta RR2 PRO. "É uma soja nova que quero experimentar", sublinha o agricultor. Ele destaca que estão falando muito bem dos rendimentos da variedade, por isso resolveu experimentá-la. As outras variedades que estão plantadas na propriedade são de ciclo precoce. O motivo, alega Casaroli, seria porque quer colher a oleaginosa no tempo certo ou até mais cedo, se possível.
Na região de Maringá, o plantio da soja também segue adiantado. O produtor Antonio Candiani, por exemplo, espera colher no ciclo 2013/14 mais de 53 sacas por hectare, em uma área total destinada para o grão de 48 hectares. "Neste ano achei que os preços dos insumos aumentaram bastante, principalmente o da semente". Candiani revela que chegou a pagar R$ 5 o quilo em uma determinada variedade. Mesmo com os altos custos, ele segue confiante nos resultados que a safra 2013/14 poderá lhe proporcionar.
Estoques
O presidente da Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Aprasem), Rafael Rodrigues Froes, explica que o mercado está abastecido em relação às sementes. Segundo ele, a demanda por materiais foi mais tranquila neste ano. "O produtor não teve dificuldades em achar a variedade que desejava", comemora o dirigente. Froes completa que a qualidade das sementes disponíveis nesta safra está muito boa. (R.M.)





