Embora a floricultura seja a maior fonte de renda da família, os Takemura não deixam de participar de feiras de produtores e exposições, eventos que servem também como atrativo para mostrar a qualidade do produto.
Qualidade, aliás, destaca Nathalina, é um dos pontos importantes na atividade. Para garantir o cliente fiel ela gosta de dizer que produz flores ''bonitas e baratas''.
Outra medida importante, considera Nathalina, é ter sempre os custos da atividade ''na ponta do lápis''. Segundo ela, somente no ano passado, depois de quase cinco anos sem reajustes foi possível aumentar o valor das flores em vaso, ''enquanto os custos de produção subiram até 100% já que temos os insumos cotados em dólar.''
O crisântemo, por exemplo, era vendido no atacado de R$ 1,70 a R$ 2,00 e passou a valer entre R$ 2,00 a R$ 2,20, com aumento de 10% a 15%. No varejo é possível vender por R$ 3,00 a R$ 3,50.
Os custos de produção, em média, para o mesmo vaso ficam de R$ 0,80 a R$ 1,50 nos períodos quando não existem muitos problemas com pragas. O custo depende também do número de mudas por vaso. Outro fator que influencia na rentabilidade é a liquidez. ''Quando conseguimos vender toda a produção, o lucro é bom. Mas, nem sempre isso acontece.''

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