Produtores continuam investindo
O produtor Nelson Roso, 37 anos, chegou de Marau, no interior do Rio Grande do Sul, em 1987, para plantar soja. Essa é a segunda safra de algodão produzida pela Fazenda Roso, de sua propriedade. São 934 hectares com produção média de 200 arrobas de algodão em pluma por hectare. Apesar disso, Roso reclama da redução do preço do produto, que caiu no período de um ano de R$38 para R$28 a arroba.
Neste ano Roso fará um investimento de R$1 milhão na instalação de uma usina de beneficiamento, prevista para entrar em funcionamento a partir de 2001. Conseguirei mais qualidade e agilidade durante a colheita, diz Roso. Atualmente ele beneficia seu algodão em uma usina terceirizada e vende para os Estados da Região Sul. Além do algodão, são cultivados 920 hectares de milho e 1.000 hectares de soja.
Para os 41.059 hectares plantados funcionam 18 usinas de beneficiamento. Além disso, o caroço separado também é largamente utilizado na região como óleo vegetal e ração. Ele é cotado entre R$0,12 e R$0,18 o quilo e em alguns casos, sua venda compensa os custos com instalação e manutenção.
A Fazenda São Francisco, de Ademar Antônio Marçal, tem 18 mil hectares, sendo 6,5 mil hectares plantados. Desse total, 2 mil são dedicados à cotonicultura. Para 2001 está previsto um crescimento de 2,4 mil hectares na área plantada. A fazenda desenvolveu um programa de controle de pragas responsável pelo aumento da produção, que chega a 260 arrobas por hectare.
Marçal utiliza a usina de sua propriedade para beneficiar o algodão. São 12 pessoas que se revezam em turnos de 12 horas. No armazém da fazenda podem ser guardados até 10 mil fardos com 200 quilos de algodão em pluma cada um, e as máquinas podem beneficiar 12 fardos por hora, resultando em 57% de caroço, 40% em plumas e 3% em impurezas após o processo de depuração. (J.C.L.)





