Produtores capacitados puxam patamar técnico da feira

Se tem um fator que impressiona caminhando pelos 720 mil metros quadrados do Show Rural em Cascavel, é a capacidade técnica dos produtores da região e como eles estão atentos a tudo que está sendo exposto, independentemente se são de pequenas ou grandes áreas. Aqui, não existe produtor desinformado e muitos vêm de longe sabendo exatamente o que precisam para a propriedade. Tudo para fechar o melhor negócio, no momento certo.
O casal de produtores Augustinho e Raquel Bortolini, de Pato Branco, viajaram mais de 230 quilômetros com os três filhos - Diana, de 12 anos, Gabriel, 9, e Roberta, 5 - em busca de máquinas específicas para a área de 60 alqueires que possuem para o plantio de grãos. "Todos os lançamentos no Paraná chegam primeiro por Cascavel para depois distribuir para cidades menores. Estamos na procura de um draga, um autopropelido e pranchas de transporte para nossa propriedade", explicam.

Pelo Show Rural eles acreditam que é possível fazer uma melhor negociação, mesmo que a batida do martelo aconteça apenas no pós-evento. "A flexibilidade da feira é bem maior, ajuda no negócio posteriormente. Se chegarmos numa concessionária sem participar da feira, fica bem mais difícil. Não conseguimos aquela facilidade na negociação. Para nossa região, é a feira que melhor atende."
A expectativa do casal é que a safra de soja na propriedade feche em 180 a 190 sacas por alqueire. "Estamos nessa expectativa, mas se acontecesse alguma coisa até lá (e houver quebra), aí tudo já aumentou, o maquinário, os insumos, então sempre ficamos um pouco receosos. De qualquer modo, estamos buscando novas tecnologias, precisamos acompanhar (o mercado)".

Outro casal, os produtores Cleomar e Marlene Tabaroski, vieram de Realeza, a 100 quilômetros de Cascavel, com os filhos Gabriel, 16, e Rafael, 9. Numa área de 25 alqueires, eles também focam na produção de grãos. Este é o terceiro ano seguido que a família vem ao Show Rural. "Já buscamos alternativas para o futuro. Participamos de uma palestra de olho na Intacta 2 (tecnologia da Monsanto) que só chega em 2020. Precisamos olhar para o melhoramento genético. Na nossa região a buva está atrapalhando bastante e agora será possível fazer algumas aplicações de defensivos específicos com a soja no campo, o que antes não era possível", explica Cleomar, que está com a oleaginosa em fase de enchimento e espera colher entre 180 e 190 sacas por alqueire.
De Serranópolis do Iguaçu, a 103 quilômetros do Show Rural, os pequenos produtores Valdir e Alice Peres, com a filha Caroline, de 8 anos, buscavam alternativas para melhorar a pastagem das vacas, além de uma variedade de soja mais interessante para sua área de três alqueires. "Estamos vindo na feira há três anos sempre em busca de inovação e tecnologia. É algo que consideramos importante e aqui encontramos muita coisa", explicam eles, que esperam uma produtividade na oleaginosa de 150 sacas por alqueire. (V.L.)





