Com o intuito de diminuir os riscos produtivos, o agricultor de Lupionópolis, Carlos José Tibério, resolveu investir em irrigação pela tecnologia de pivôs centrais na última safra. Ele instalou dois pivôs, prevendo mais um este ano, focando principalmente nas culturas de soja, milho e, mais futuramente, no feijão.

Ele afirma que não trabalhava com irrigação e, "por uma curiosidade comum", resolveu apostar na tecnologia. "O pessoal tem uma imagem equivocada do irrigante, achando que ele tem muito desperdício de água. Na verdade, é esse tipo de produtor que mais contribui para preservação de nascentes e tudo que envolva a água na propriedade rural", opina.

Tibério comenta que ingressou no Programa de Irrigação Noturna (PIN), desenvolvido no Estado, pelo qual os produtores irrigam as áreas entre às 21h30 e seis horas da manhã, com descontos de até 60% na conta de energia elétrica. "Além da economia, a irrigação nesse horário é importante porque evita-se a evaporação da água durante o processo".

Outro produtor que criou estratégias para a economia de água é Eliel dos Santos Silva, que trabalha com olerícolas na região de Londrina. Ele possui uma área de sete hectares com irrigação por aspersão e também gotejamento, consumindo em torno de 130 mil litros de água diariamente em sua produção. Ele comenta que a seca do início do ano, que abaixou drasticamente o volume da represa de um milhão de litros que possui dentro da sua propriedade, fez com que ele ficasse mais atento em relação ao consumo hídrico consciente. "Em fevereiro as chuvas foram até maiores do que eu gostaria. Mas em janeiro, com o racionamento de água, cheguei a diminuir o plantio para economizar água".

Eliel relata que sempre investe na manutenção dos equipamentos que utiliza e investiu também em microaspersores novos, além das estufas com hidroponia, cuja técnica de gotejamento garante que a água retorne ao reservatório e seja reutilizada. "Hoje, a minha conta de luz gira em torno de R$ 550 a R$ 580 por mês. O clima atual está muito oscilante, sem dúvida temos de olhar com mais atenção para a água que consumimos", finaliza. (V.L.)

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