O produtor rural Ivo Carlos Lopes Filho é um dos que já confirmaram participação no novo projeto de integração da Corol e alimenta expectativas em relação ao cultivo de uva para sucos. Lopes Filho lida com uva de mesa, das variedades rubi, itália e benitaka, há seis anos, ocupando com essa atividade 1,5 hectare da área total de 43,56 hectares, onde também trabalha com soja e gado. A propriedade está localizada no Patrimônio do Cedro, em Nova América da Colina (32 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio).
Com a uva de mesa Lopes Filho demonstra ter zêlo e aptidão para lidar. Diz, conscientemente, que tem que produzir com boa qualidade para atrair o comprador, ao mesmo tempo em que precisa visar quantidade para obter renda.
Mas, apesar de ter as Ceasas do Rio e de São Paulo para comercializar a produção, o fruticultor reclama do trabalho de intermediários que pagam os produtores com ‘‘cheques frios’’. São os caloteiros - conforme define Lopes Filho - que deixam muita gente no prejuízo.
Por isso o fruticultor se anima com o sistema de integração da uva para suco. Ele deve destinar de dois a três hectares para uma das novas variedades, mas sem abandonar as áreas hoje utilizadas pela uva de mesa. Esse incremento vai permitir a geração de mais empregos na propriedade de Lopes Filho. Hoje, ele tem dois camaradas permanentes e três temporários. Com o incremento, o número de permanentes subirá para três.
É o mesmo que vai acontecer com Lino Yokoyama, que lida com uva há 20 anos, além de trabalhar com 30 hectares de soja e 30 de trigo. Para a uva das variedades itália, rubi e niágara, o produtir reserva área de 2,5 hectares. Para a destinada à produção de suco, Yokoyama destinou 1,5 hectare e torce para que a cooperativa possa trabalhar com duas safras.
Na avaliação desse fruticultor, como a uva de suco é mais rústica e de trato menos complicado que o de mesa, o produtor rural poderá, sem dificuldades, trabalhar com duas produções por ano.
Yokoyama também não pretende abandonar a produção de uva de mesa, apesar de ter obtido resultado pouco satisfatório na última safra. ‘‘Tenho que continuar porque estou no ramo’’, justitica. Ele colheu a média de 24.500 quilos por hectares, quando esperava cerca de 30 mil quilos. A produção de Yokoyama foi atingida por doenças.

mockup