O produtor Angelo Romero, 63 anos, trocou as tesouras de alfaiate, pelas facas de sangria dos seringais. Ná propriedade de quatro alqueires em Indianópolis (65 km a nordeste de Umuarama), mais da metade abriga 2.100 seringueiras 1.750 delas já em fase de sangria.
Ele está na cultura desde o início dos anos 90, mas inciou a extração da borracha há quatro anos. A facilidade de manejo lhe permite cuidar sozinho da coleta do leite da seringueira. Romero conta que, seguindo a orientação de sangrias a cada 4 dias, ele dividiu a plantação em quatro grupos. Assim, cuida diariamente de pouco mais de 400 árvores, que lhe rendem meio dia de serviço.
Romero diz que não ''suga'' toda a produção da seringueira. ''Eu quero que elas vivam por mais tempo'', justifica. A coleta mensal da plantação é de mil quilos de ''biscoitos'' de borracha. Mesmo com a queda no preço registrada nos últimos meses (no início do ano o preço pago pela indústria era de R$ 1,30/kg, na última venda ele recebeu R$ 1,05/kg), o rendimento é bom. ''Dá pra viver com tranquilidade'', afirma.
Além da sangria, as seringueiras exigem algumas capinas e a aplicação de fungicidas no painel de extração, quando ocorrem doenças. Uma usina da região de São José do Rio Preto (SP), para quem ele entrega a produção, se encarrega de levar a produção da propriedade. ''O trabalho não é pesado e ainda trabalho na sombra'', comemora. Romero diz que não pretende contratar funcionários, ele prefere investir no treinamento de algum dos filhos ou netos.

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