Dono de uma área de 70 alqueires em Luiziana (35 km ao sul de Campo Mourão), no Centro-Oeste do Paraná, o veterinário Paulo Emílio Fernandes Prohmann aproveitou o mestrado em Zootecnia que vem fazendo em Maringá para fazer testes com a suplementação a pasto. Os resultados durante o inverno já estão prontos e, dentro de um mês, ele terá concluído o levantamento no verão.
Adepto da integração lavoura-pecuária, Prohmann colocou 24 animais cruzados das raças criadas na sua propriedade, em três piquetes. Os novilhos ingressaram no projeto com idade de nove meses e com peso de 223 quilos. Em cada um dos piquetes, ele usou um tipo de suplementação a pasto. A primeira etapa dos testes, no inverno, durou 112 dias entre junho e outubro de 2000.
Três sistemasNum dos lotes, a suplementação foi feita a base de aveia e azevém (tratamento A); em outro com suplemento fornecido no cocho (B) e, no terceiro, com suplemento e aditivo fornecido no cocho (C). O suplemento usado nos dois últimos lotes era composto de casca de soja, farelo de soja, farelo de milho, sal mineral e uréia. No último lote, foi adicionado o aditivo (ionóforo).
Segundo Prohmann, o primeiro tipo de suplementação (aveia e azevém) apresentou um ganho médio diário de 856 gramas por animal. No tratamento B (suplemento fornecido no cocho sem aditivo), 1.063 gramas por dia e, no tratamento C, com aditivo, o ganho foi 1.026 gramas diários. ‘‘Todos eles apresentaram ótimos resultados na nossa avaliação econômica’’, disse.
Apesar do ganho médio de peso por dia ter ficado cerca de 200 gramas abaixo dos outros dois sistemas, o trabalho de Prohmann constatou que o primeiro tratamento obteve um melhor lucro líquido por cabeça/mês. ‘‘É muito importante ressaltar que mesmo o tratamento A obtendo o melhor resultado econômico, os outros dois sistemas também são de imensa valia, pois se forem utilizados estrategicamente são muito interessantes’’, ressalta o produtor.
LucroDe acordo com o veterinário, o lucro líquido com o tratamento a base de aveia e azevém foi de R$ 32,54 por cabeça, contra R$ 21,76 do suplemento e de R$ 18,87 (tratamento B) do suplemento com aditivo (C).
Prohmann lembra que o tratamento A é muito dependente das variáveis climáticas e este ano foi muito favorável para a sua utilização. ‘‘Outro ponto a salientar: tivemos este ano um inverno extremamente rigoroso, somando oito geadas na área experimental e, mesmo assim, os animais apresentaram um desempenho muitíssimo satisfatório’’, destaca.
Nos experimentos em sua propriedade, Prohmann usou animais das raças red angus, pardo suíço, marchigiana e guzerá. A pastagem foi variada com espaço para tifton, tanzânia, coast cross, brizantão e mombaça. Os 24 animais são de raças cruzadas na fazenda. Durante o teste, o produtor fez rotação a cada 10 dias e pesagem dos animais com intervalos de 28 dias. ‘‘Agora, já sabemos o que melhor usar na propriedade durante o inverno’’, comemora Prohmann.

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