Para quem nunca viu um erval, conhecer a produção de Jorge Gaensly Júnior, 59 anos, em São Mateus do Sul, é um privilégio. De tão bem cuidado, o conjunto de 18 mil pés de erva-mate parece formar um jardim. A produção é registrada nos mínimos detalhes a cada safra. ‘‘Estou aplicando de cinco a seis podas diferentes, em forma de taça, para ver se chego a melhor colheita. Além disso, a retirada de galhos de um mesmo local da árvore só ocorre após um descanso de dois anos. Isso aumenta a produtividade e dá mais sabor ao mate’’, ensina. Nesta safra ele colheu 17,6 toneladas de erva-mate, volume, segundo ele, menor que do ano passado. ‘‘A estiagem prejudicou a produção’’.
  Depois de trabalhar 20 anos na agricultura convencional, Gaensly optou pela erva-mate porque ‘‘o risco de perder dinheiro é menor’’. ‘‘Há 12 anos planto erva-mate, mas o retorno dos investimentos veio após 10 anos’’. O produtor garante que não usa agrotóxico e optou pelo adensamento para aumentar o número de plantas por espaço de terra na floresta de araucária de sua propriedade.
  O produtor Jorge Gaensly Júnior finaliza dizendo que está trabalhando com cinco tipos de mudas de regiões diferentes para ver qual se adapta melhor. ‘‘Sabemos muito pouco sobre a erva-mate. O desafio é grande’’, informa Gaensly, saboreando o chimarrão. Segundo ele, cada planta rende de cinco a seis quilos de erva-mate e tem produtividade garantida por até 40 anos. (F.G.)

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