O produtor que decidir pelo cultivo de plantas medicinais precisa ter um conhecimento e estrutrura melhores do que para a maioria das culturas. ‘‘É preciso ter pelo menos uma mini-agroindústria’’, afirmou o tesoureiro da Sociedade Paranaense de Plantas Medicinais (SPPM), Cirino Corrêa Júnior.
‘‘É uma atividade complicada que exige certo conhecimento. Não é como plantar milho ou feijão’’, observou Corrêa, que já escreveu três livros sobre plantas medicinais, aromáticas e condimentares. Segundo ele, há a necessidade de uma infra-estrutura básica, para secar e embalar as ervas. ‘‘Os produtores podem formar grupos para diminuir custos’’, orientou. Mas ele enumera algumas vantagens da atividade. ‘‘O produtor está conseguindo um bom preço, pelo menos aquele que faz um triângulo com a indústria compradora e a Emater, e o produto pode ser vendido o ano inteiro’’, relatou.
O custo do cultivo de plantas medicinais gira entre R$ 500,00 a R$ 1,5 mil o hectare por ano. A receita bruta estimada é entre R$ 2 mil a R$ 4,5 mil/ha/ano, e a margem bruta de lucro, R$ 1,5 mil a R$ 3 mil/ha/ano. O tempo de retorno do investimento é de três anos.

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