Produtor que protege
No último dia 20 de dezembro, o produtor Agenor Luza e sua esposa, Lizabete de Lurdes Pedretti Luza, colocaram em funcionamento uma fossa biodigestora em sua propriedade no município de Ortigueira. Já na segunda quinzena de janeiro, aplicaram o adubo na lavoura de milho e na mata preservada.
Em relação ao custo, Agenor garante que o investimento vale a pena. ''Com certeza compensa, porque você aproveita o resíduo como adubo. No espaço que passei da lavoura de milho, o resultado foi muito bom'', comemora. Agenor investiu R$ 1.128 para montar a fossa. Com os mil litros de adubo obtidos após 60 dias de uso da fossa, o agricultor pulverizou quase quatro hectares. ''Se olhar o benefício para o meio ambiente, não é muito gasto'', avalia Lizabete.
''Usava nove sacos de uréia, a R$ 60 cada, para adubar. Hoje substituo grande parte disso com a fossa biodigestora. Ela une duas coisas importantes: economia e preservação ambiental'', afirma Agenor. O produtor ainda revela que tem planos de iniciar um biodigestor para os rejeitos produzidos pelo gado.
Mina
A mina d'água de Agenor tem vazão de 120 litros por minuto. Lizabete revela que parcelou em cinco meses os gastos de aproximadamente R$ 600 para construir a estrutura necessária para a mina. Ela conta que ficou sabendo da técnica em evento na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. ''De tudo o que vi lá, o que mais me chamou a atenção foi a proteção de mina'', destaca.
''A proteção de mina é essencial para ter água de qualidade. Com a fossa biodigestora, não tem contaminação do ambiente e tudo é aproveitado'', salienta Agenor. O casal de produtores lamentam o fato de que 16 famílias acompanharam a abertura da mina, mas nenhuma delas implantou a iniciativa. ''As coisas evoluem e, se não fizemos as mudanças necessárias, vamos ficar para trás'', orienta.(M.F.)





