Produtor prefere o preparo de conservas
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sexta-feira, 09 de setembro de 2005
Célia Guerra<br>Reportagem Local 
Dificuldades com a comercialização dos ovos de codorna foram as razões que motivaram o produtor Sizuo Fukuda, de Cambé (13 km a oeste de Londrina), a investir na produção de conservas. Ele entrou para a atividade há oito anos e entregava a produção, uma vez por semana, em Curitiba. ''O risco era duplo. Além dos perigos da estrada, não confiava na 'saúde' das empresas'', justifica.
Em 2002, Fukuda participou de cursos promovidos pela Emater e viu na industrialização dos ovos a fórmula para ''diluir a produção e os riscos da inadimplência''. No preparo das conservas ele conta com o apoio da esposa e de mais duas funcionárias. Semanalmente são processados 1,1 mil quilos de ovos de codornas que são embalados em sachês, vasilhas de vidro e plástico com pesos que variam de 300 gramas a 1,5 quilo. ''Cada estabelecimento tem uma preferência, nos mercados a maior procura são por sachês refrigerados de 300 gramas, enquanto os bares e restaurantes optam por embalagens maiores'', explica.
Sem revelar detalhes, Fukuda conta que os ovos são cozidos, depois são descascados em uma máquina própria e durante a embalagem recebem uma calda a base de água, sal e vinagre. O produtor cuida também da comercialização destes produtos com o auxílio de parceiros. ''Distribuímos as conserva em todo o Estado'', afirma. O processo de industrialização passa por fiscalização sanitária e certificação dos orgãos oficiais.
A granja possui atualmente 27 mil aves e toda a produção de ovos vai para as conservas. Para diminuir custo e investir na qualidade das aves, Fukuda compra codorna com um dia de vida. A taxa de mortandade segundo ele está entre 10% a 12% mas ele não especifica causas. ''São diversos fatores, as codornas são muito sensíveis'', resume. Pelo sistema acomodação das gaiolas, Fukuda precisa retirar o esterco a cada dois dias, o que, para ele, precisa ser melhorado. O esterco ele utiliza na propriedade.
Fukuda também se prepara para um aumento de 50% na capacidade produtiva da granja. Para isso ele conta com o apoio da Emater que está elaborando o projeto de expansão. ''Vamos buscar as linhas de crédito oficiais'', informa. (C.G.)


