Escolher o sexo dos animais para garantir maior produtividade e rentabilidade do rebanho é fator primordial nos dias de hoje para os agropecuaristas. Uma tecnologia sofisticada, conhecida como sexagem de sêmen, tem apresentado resultados satisfatórios no Brasil. A nova técnica é explorada há apenas dois anos por uma empresa de inseminação sediada no interior de São Paulo.
  Feita também por meio de inseminação artificial na pecuária, a sexagem de sêmen foi apresentada pelo supervisor do laboratório, Osvaldo Teobaldo Filho, em evento realizado recentemente em Londrina. A tecnolgia, como afirma, ‘‘é o mais recente estágio de evolução da reprodução animal, depois de técnicas tradicionais de inseminação artificial, transferência de embriões, fertilização in vitro, sexagem de embriões e bipartição de embriões’’.
  A inovação permite realizar a separação dos espermatozóides que produzirão bezerros machos e fêmeas. ‘‘Ela possibilita ao criador planejar de forma mais eficiente o futuro em sua atividade e obter maior lucratividade com o rebanho. A vantagem é que o produtor pode escolher o sexo da cria antes da inseminação’’, explica Teobaldo.
  Teobaldo admite, entretanto, que a sexagem é um processo mais caro e trabalhoso do que manipular o sêmen convencional. Uma máquina, conhecida como Citômetro de Fluxo, separa o espermatozóide que vai gerar a fêmea ou o macho. ‘‘O cliente compra o sêmen com expectativa de 85% de chance do sexo desejado’’.
  O custo da dose varia em função do reprodutor e chega a ser de duas a quatro vezes mais caro do que uma dose convencional. Mas as vantagens são muitas. O valor comercial, no caso do gado leiteiro, é de R$ 100 para o macho e R$ 600 para as fêmeas. No segmento de corte, o criador poderá definir o rebanho para cria, recria ou engorda. ‘‘Hoje, a dose do sêmen sexado pode custar de R$ 35 a R$ 4 mil, dependendo do reprodutor. O investimento compensa porque o ganho genético possibilita melhora no planejamento da propriedade’’.
  ‘‘A programação do sexo acontece dependendo do segmento escolhido, que pode ser de criadores de elite, de gado de leite e de corte’’, afirma o supervisor. Para os criadores de elite, a procura é maior por machos, que possuem de quatro a cinco arrobas a mais que a fêmea com valor comercial até 10% maior.
  O laboratório de sexagem segue os mesmos padrões de biossegurança já estabelecidos para o laboratório de sêmen convencional da empresa paulista. Em relação ao armazenamento, manuseio e aplicação, o sêmen sexado recebe a mesma atenção dedicada ao sêmen convencional.

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