Para viabilizar o leilão de uvas na Bolsa de Cereais e Mercadorias de Maringá, os produtores se uniram e criaram a Associação Norte-Noroeste de Fruticultores (Anfrut). O presidente da entidade, Benício Bonifácio, de Marialva, explica que o principal objetivo da entidade agora é proteger o pequeno produtor. Ele diz que, atuando separadamente, o viticultor não tem garantias, principalmente contra os atravessadores.
Ele acha que o valor do primeiro leilão, de R$ 1,70 o quilo, mostra que o sistema de comercialização em Bolsa é viável. ‘‘Nossa expectativa é que, com o tempo, o preço chegue na média de mercado, hoje entre R$ 1,80 a R$ 2,00’’. A intenção é ainda fortalecer a entidade através do sucesso dos leilões, atraindo mais produtores.
Hoje a Anfrut tem 272 associados de todos os municípios produtores do Norte e do Noroeste. Bonifácio calcula que a entidade já concentra uma área plantada de 300 hectares e uma produção de 18 milhões de quilos para a safra que começa este mês. ‘‘Vamos agora trabalhar para atrair novos associados e consolidar o sistema de comercialização em Bolsa’’, avisa ele. Somente em Marialva, explica o agrônomo José Mazia, são mais de 600 produtores e na região existem 3 mil hectares cultivados.
A Anfrut não vai apenas incentivar a venda da uva em leilões. Bonifácio diz que a médio prazo pretende ampliar a assistência técnica, oferecer cursos e no futuro fazer compras de insumos em conjunto, reduzindo os custos de produção. ‘‘Vamos melhorar a formação do viticultor, abordando desde novas técnicas de cultivo até a classificação da uva’’, promete. (M.Z.)

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