Na Chácara São José, com cerca de 4 hectares, o agricultor José Gonçalves Pacheco, produz cinco variedades de uva: as tradicionais rubi, benitaka e brasil e ainda a super-rubi (mais colorida) e a centenial (sem semente). Ele conta que tem apostado na centenial por ser uma fruta diferenciada. Com bagos menores e verdes, a variedade é muito adocicada, por isso atrai muitos consumidores. O problema é que precisa de mais atenção e cuidados que as demais porque assim que amadurece precisa ser colhida, pois sua durabilidade é menor.
''Não saio debaixo do parreral, essa é uma fruta que a gente precisa ficar de olho'', brinca, frisando que para produzir uva, de qualquer variedade, é preciso ter muita dedicação. ''Eu adoro, é um trabalho que faço há mais de 20 anos. Trabalho a semana inteira e no domingo ainda volto para cuidar'', diz Pacheco, contando que oito pessoas trabalham com ele na propriedade para dar conta da colheita.
Em plena safra, o agricultor admite que este ano a produção não foi das melhores, o volume foi reduzido, porém, em compensação, os cachos estão ainda mais bonitos. ''Quando o volume diminui a qualidade melhora e o preço fica interessante'', completa, ressaltando que não dá para ficar chateado com o clima, no próximo ano pode ser que tudo corra muito melhor. ''Mas não dá para lamentar, em termos de bagos a quantidade está bem melhor'', explica. No momento, a produção na propriedade de Pacheco está no pico e até o final de dezembro deve ter colhido tudo. (E.Z.)

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