O agricultor Rosalino Semprebom, de Marilena (79 km a noroeste de Paranavaí) já terminou a colheita do arroz irrigado e planeja ampliar a área na próxima safra.‘‘A cultura serve como fonte alternativa de renda, para consumo da família e ainda dá emprego para muitos bóias-frias da região,’’ admite.
Ele se mostra satisfeito com a cultura: plantou este ano 5,3 hectares e colheu 97 sacas de 60 quilos por hectare ou 5.820 kg/ha, acima da produtividade média do Estado que é de 4.700 kg/ha. ‘‘A produtividade é excelente’’, comemora.
Esperando por um preço melhor, ainda não vendeu a colheita, já que a propriedade tem outras fontes de renda, como a pecuária de corte. Em plena safra a cotação baixou de R$22,00 a saca de 60 quilos (preço da entressafra) para R$16/17,00. ‘‘Posso esperar mais um pouco e conseguir preço melhor porque colhi um produto de boa qualidade’’.
Semprebom cultiva o arroz irrigado há quatro anos e vem ampliando a área a cada safra. No ano passado, para testar uma nova variedade ele plantou apenas 2,5 hectares. Este ano dobrou a área. A ampliação, segundo ele, foi possível depois do plantio da variedade Epagri 108, que dá o tipo agulhinha.
CustosMesmo sem ter feito cálculos sobre o custo de produção do arroz, Semprebom acredita que, no seu caso, a maior despesa esteja na mão-de-obra da colheita. A área que ele cultiva não permite entrada de máquinas colheitadeiras e todo o serviço tem que ser feito manualmente. ‘‘Há necessidade de contratar diárias que custam em média hoje R$ 12.’’
Como a área de banhado já existia na propriedade, Rosalino Semprebom aproveitou o terreno, fez valetas e a irrigação pode ser feita por gravidade. ‘‘Tenho água à vontade que brota do terreno de banhado. Quando preciso, abro as valetas e pronto.’’ Por isso não foi preciso fazer investimentos com equipamentos de irrigação, o que inviabilizaria o cultivo do arroz.
A exemplo dele, outros agricultores, com áreas semelhantes, na opinião do produtor, poderiam plantar o arroz para obterem mais uma fonte de renda. ‘‘Muita gente não planta nem para consumo e acaba comprando arroz de fora. Há várias áreas vizinhas que poderiam ser melhor aproveitadas e sem o custo de equipamentos porque existem os banhados.’’
A safra de arroz, tanto para sequeiro quanto para irrigado, tem plantios de setembro a dezembro e a colheita começa em fevereiro e pode estender-se até junho. No plantio da próxima safra Rosalino Semprebom já pensa em aumentar mais 2 a 3 hectares.‘‘Vou usar mais uma área que está hoje coberta de mato, com pasto nativo do banhado, para produzir o arroz e ganhar mais,’’ conclui.

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