A propriedade de 12 alqueires que o agricultor Alcides Dalto, de 83 anos, arrenda para a produção de soja em Cambé é uma das que estão sendo processadas pela Associação de Estudos e de Defesa do Contribuinte e do Consumidor (Aedec). Segundo o neto do produtor, Conrado Scheller, Dalto recebeu uma citação da Justiça no início do ano e procurou o Sindicato Rural de Cambé em busca de informações.
"Foi quando ficamos sabendo que outros produtores de diversas cidades do Paraná também haviam sido citados e decidimos entrar com uma defesa prévia", conta Scheller, que deve participar, como testemunha, em ação coletiva proposta pelo Sindicato Rural de Cambé contra a Aedec.
"Desde o início sabíamos que meu avô estava sendo vítima deste grupo de advogados que não tem ligação alguma com o meio ambiente. Isso porque procuramos o Iap e descobrimos que mesmo que quiséssemos averbar a reserva legal da propriedade no Cadastro Ambiental Rural, não poderíamos porque a legislação estadual ainda não entrou em vigor", explica. Conforme Scheller, as ações propostas pela Aedec apontam indenização em caso de ganho de causa de R$ 800 mil por produtor.
"Tivemos que recorrer para evitar que a Aedec consiga o que quer, mas estamos tranquilos e esperando a decisão da Justiça", finaliza.

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