Produtor enfrenta fila para comprar máquinas
Diante da grande procura por maquinários e implementos agrícolas, os produtores que deixaram para o final do ano podem não adquirir os equipamentos a tempo para a próxima safra. Além de capitalizados, os agricultores também foram estimulados pela redução da taxa de juros de 5,5% para 2,5% até o final do ano no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que contempla a compra de máquinas agrícolas. A medida foi anunciada em 29 de agosto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) aponta que em agosto o agricultor aguardou, em média, 3,4 semanas para recebimento do pedido.
O diretor comercial da New Agro - revenda New Holland de Maringá -, Régis Edson Mazzardo, relata que as vendas apresentaram crescimento de 5% a 10% no segundo semestre, recuperando a movimentação fraca dos seis primeiros meses do ano. ''2011 já foi um ano muito bom de vendas e a redução dos juros animou os produtores'', avalia. Segundo Mazzardo, as colheitadeiras adquiridas agora já não serão entregues a tempo para a próxima safra e a fila de espera para alguns tratores e pulverizadores é de aproximadamente 60 dias.
O gerente comercial da Dimasa Londrina - concessonária Massey Ferguson -, Ney Mendes Pereira, afirma que o mercado está aquecido, mas os bancos não estão liberando os financiamentos no ritmo esperado pela revenda e pelos produtores. ''Há uma corrida por parte dos agricultores, o que gera uma lista de espera, mas o acesso ao crédito está difícil'', comenta. Pereira revela que desde setembro houve um incremento de 30% nas vendas. Colheitadeiras, plantadeiras e determinados tratores só serão entregues no próximo ano devido à lista de espera. ''Os estoques estavam altos e estávamos até fazendo promoção de maquinário, mas depois da redução dos juros começamos a enfrentar fila'', afirma. (M.F.)






