Edson Mazzetto
FR 6B 23
Vítor Frozza: cachaça sem qualidade, dá sede e dor-de-cabeça no vivente

Cascavel - O pequeno produtor Vítor Frozza, que possui uma propriedade de 5,5 alqueires em Santa Tereza do Oeste (24 Km ao sul de Cascavel), espera aumentar sua produção de cachaça orgânica na próxima safra, entre os meses de junho e setembro. Ele não divulga a quantidade produzida, apenas adianta que estão sendo tomadas medidas para que a produção atenda a procura que vem aumentando.
Enquanto não chega a época de produzir, Frozza aproveita para fazer a manutenção dos equipamentos e aprofundar seus conhecimentos para melhorar ainda mais a qualidade do produto fabricado de forma artesanal. Nesse sentido, seu filho esteve em Viçosa (MG), onde existe um centro de pesquisa especializado na produção de bebidas ardentes, e teve contato com as últimas novidades em relação à produção de cachaça.
Ele frisa que para a cachaça ser considerada orgânica, não pode ter nenhuma espécie de produto químico em sua composição. O adubo colocado na terra para a cana, enquanto matéria-prima da pinga, tem que ser adubo natural, proveniente de fezes dos animais ou mesmo do bagaço da própria cana. Mas, segundo Frozza, o principal segredo da produção é a fermentação. ''Se a cachaça não for de boa qualidade, dá sede e dor de cabeça'', alerta.
O produtor se orgulha em afirmar que apesar de sua cachaça não ser revendida em supermercados, apenas em sua casa, ela é conhecida em todo país. A localização de sua propriedade, às margens da BR-277, no sentido Cascavel-Foz do Iguaçu, propicia a comercialização para pessoas de várias partes do país.
Aproveitando a fama de sua cachaça, Frozza e a família produzem outros produtos, como a grapa de uva, bebida feita da casca da fruta e conhecida em outras regiões como bagaceira, queijos, linguiça, melado e pé-de-moleque. ''Aproveitamos todo o espaço existente para gerar renda'', conclui.

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