Produtor de sementes: 'pirataria é economia burra'
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Produtores organizados, tecnificados e com eficiência no momento do manejo são os mais indicados para apostar na produção de sementes. Normalmente, apenas parte da área é dedicada ao negócio e o restante no plantio de grãos tradicional. O interessante é que quem inicia nesse tipo de trabalho acaba tendo um retorno financeiro mais robusto e acaba continuando na atividade. A produção de sementes não é para qualquer um.
Felipe Okimura e seu pai Maurício Okimura possuem áreas de plantio de sementes nos distritos de Irerê, Paiquerê e Maravilha. Felipe explica que o pai está na atividade há diversos anos, e o campo de sementes varia safra a safra, com percentual de 30% a 70% da área total. "Para nós é um fator fundamental para agregar valor à nossa produção, entregando um produto de qualidade para que outros produtores possam plantar (também com eficiência)", relata.
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Em relação à bonificação por produzir sementes, Okimura relata que ela oscila, mas que no geral é menos de 10% do valor da commodity. Por outro lado, ele relata os desafios de manejo para entregar uma semente de qualidade. "É preciso trabalhar mais assertivamente para não haver mistura (de sementes), limpeza e regulagem de maquinário, maior rigorosidade em relação aos tratos culturais para manter a qualidade e diminuir (a incidência) de pragas e doenças."
Em relação a produtores que acabam buscando a pirataria para economizar no momento da compra das sementes, Okimura acredita que se trata de "uma economia burra". "Os custos de produção em geral são os mesmos. É claro que a semente tem sua representatividade, mas de forma geral quem busca produtividade, precisa de alta qualidade nesse sentido. Quem busca a pirataria não está olhando a parte agronômica (da produção), é um risco que a pessoa está disposta a assumir."
Como também disse os pesquisadores da Embrapa Soja e o representante da Abrass, Okimura acredita que a pirataria é bem ruim para as empresas que investem em tecnologia, que independentemente da polêmica sobre royalties, precisam ser recompensadas por isso. "É uma negligência de retorno para as empresas. Na semente está todo o potencial para se chegar a uma lavoura de sucesso ou insucesso. Apostando no mais barato, acaba se negligenciando o que realmente é importante." (V.L.)
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