O produtor Valentim Kampa, de Porto Amazonas (região sul do Paraná) está apostando nos benefícios da tecnologia para esta safra. Com a aplicação de cerca de 400 toneladas de esgoto em 15 hectares (de um total de 24) de sua área ele espera solucionar os problemas de fertilidade do solo. ''A área tem um baixo nível de matéria orgânica com teor zero de fósforo'', afirma.
Kampa elogia o projeto da Emater e Sanepar. ''O lodo foi fornecido gratuitamente e me cederam as máquinas para a aplicação. Minhas despesas ficaram por conta do combustível e trator'', afirma. O produtor afirma que fez a última correção há dois anos, no inverno plantou azevém que serviu para cobrir o solo.
Este ano Kampa deve decidir a safra de acordo com o clima. Nesta semana ele aguardava a ocorrência de chuvas para plantar feijão. Se não chover o suficiente, ele vai optar pela gramínea para fazer silagem.
Edson José Baggio Pinto, de Lapa (região sul) já conseguiu comprovar os ganhos com a utilização do lodo. No mês de março, fez a aplicação depois da cultura do milho; em junho semeou trigo e os primeiros resultados foram animadores. Antes da tecnologia, colhia uma média de 100/110 sacas por alqueires, nesta safra alcançou 135 sacas, o que significou um incremento de 15% na produtividade por alqueire.
O produtor somou benefícios de duas tecnologias. Além da correção do solo com o lodo de esgoto, aproveitou restos da soja para o plantio do feijão. Baggio utilizou 30 toneladas de lodo por alqueire. Ele considera vantajosas as condições para a aplicação do produto. ''Só tive que arcar com os custos operacionais'', afirma.
Para o produtor tecnologias como esta podem significar menor dependência de produtos químicos. ''Podemos sair do ciclo das multinacionais, que mandam e desmandam na agricultura'', avalia.

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