Há 20 anos no cultivo de cebola, José Airton Cosmos optou pela mecanização da semeadura. Ele decidiu apostar na aquisição de uma máquina semeadeira há quatro anos. Apesar de o investimento no equipamento ficar em torno de R$ 100 mil, a aposta na tecnologia valeu a pena, garante. Além da semeadura direta, o agricultor também investiu na irrigação da lavoura. ''É fundamental que a plantação não sofra com a falta d'água nas primeiras semanas'', declara.
Com a semadura direta, menciona Cosmos, ele evita a contratação de mão-de-obra para realizar o transplante das mudas da estufa para o campo e, consequentemente, diminui custos. A semeadura direta possibilita também a redução - de 15 a 20 dias em média - do ciclo da cultura, além do adensamento da lavoura.
Satisfeiro com o cultivo de cebolas, Cosmos ampliou a lavoura de 30 para 50 hectares. Para conseguir mais rentabilidade com a atividade ele investe também no beneficiamento do produto. ''A cebola sai cheia de terra do campo. Cada unidade precisa ser lavada, seca e embalada'', explica. No processo de beneficiamento, ele tem um custo de R$ 0,05 por saca. (J.W.)

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