Apesar dos bons resultados, Hélio Salomão informa que o produto ainda não está disponível no mercado da região. ‘‘Vendemos os camarões entre amigos e conhecidos’’, diz. O preço médio é de R$ 15,00/quilo do produto bruto. Mas isso não desanima o produtor que tem investido no aumento da produção. ‘‘No primeiro teste, há 6 anos, foram colocadas 5 mil pós-larvas. Este ano foram 80 mil. Em 2008 devo utilizar a capacidade total das represas.’’
  Visando a divulgação do produto ele fez uma parceria com o restaurante O Espanhol, especializado em peixes e frutos do mar, que realiza desde a semana passada o ‘‘Festival do Camarão’’, tendo o camarão-gigante-da-malásia como ingrediente de um dos pratos servidos.
  O sabor do camarão de água doce, segundo José Claro Ferreira, sócio do restaurante, é mais suave que o típico produto de água salgada. ‘‘Só percebe a diferença quem é bom conhecedor dos camarões. Ele (o camarão-da-malásia) pode perfeitamente substituir o camarão marinho em qualquer receita, com a garantia de excelentes pratos’’, afirma.
  O Festival do Camarão encerra-se hoje com um cardápio em forma de rodízio, com pratos deliciosos, como o bobó, na moranga, à milanesa, alho e óleo, empanado ao queijo. Na entrada do estabelecimento os proprietários montaram um aquário com exemplares vivos da espécie de água doce. O restaurante fica na Avenida Santos Dumont, 980, próximo ao aeroporto.(C.G.)

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