Produtor aposta na desburocratização
Cássio Genshi Okamura, produtor de frutas e soja orgânica na região de Assaí (Norte), começou a produzir orgânicos em 1997, mas só conseguiu a certificação em 2000. Um dos motivos da demora é porque o produtor trocou a produção agrícola convencional pela orgânica.
Ele conta que foram dois anos de cultivos sem adição de defensivos para desintoxicação da lavoura e mais um ano para comercialização no mercado interno, ficando proibido de exportar a produção como orgânico.
Por ano, ele desembolsa entre R$ 500 e R$ 700 para manter a certificação. "O valor é muito caro. Todo o ano tem que renovar", observa.
Para Okamura, muitos produtores não entram na atividade por causa da alta burocracia. Ele espera que o Planapo ajude a desburocratizar o processo de certificação. "A minha sugestão é que na primeira certificação o alto rigor das exigências seja mantido. Mas, já na segunda vez, o processo pode ser desburocratizado, com a realização apenas de vistorias", sugere o agricultor. (R.M.)





