A criação de cursos de agronomia em apenas um turno, seja ele matutino ou noturno, possibilitou o ingresso de muitos produtores à academia, revela o coordenador de Agronomia da Unifil, Fábio de Souza. "Mesmo concentrando o curso em um só período, a carga horária é a mesma se comparada a um curso integral", confirma Souza.
Segundo ele, o curso concentrado é uma possibilidade para o produtor aperfeiçoar seus conhecimentos sem descuidar dos afazeres da propriedade. Dos 400 alunos de Agronomia da Unifil, 300 têm uma ligação direta com o agronegócio. "O conhecimento básico que o agricultor leva daqui o ajuda a melhorar a qualidade do solo, aplicar de forma adequada os defensivos agrícolas, técnicas para aumentar a produtividade, entre outros benefícios oferecidos pelo conhecimento", salienta Souza.

Conjunto
No caso da Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde o curso é integral, a participação de produtores é pequena. "Muitos estudantes são da região do entorno de Londrina", diz Maurício Ventura, professor da faculdade de Agronomia da universidade. Ele frisa que a UEL tem atuado bastante na união de produtores com a academia por meio de pesquisas e projetos de extensão. Ventura avalia que não existe pesquisa sem um processo de extensão. "Trabalhamos com os agricultores e toda a família", salienta.
Porém, mesmo com a facilidade no acesso à informação, o nível de escolaridade na zona rural ainda é baixo, avalia Ventura. Segundo ele, muitos agricultores não conseguem processar a informação técnica no dia a dia devido à baixa escolaridade, principalmente na agricultura familiar. Por isso, os projetos de extensão são tão importantes. (R.M.)

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