A canola cheogu ao Brasil na década de 70, mas as primeiras lavouras comerciais só começaram a ser plantadas 20 anos depois, quando a cultura foi apontada com opção de cultivo para os meses de inverno.
No Paraná a área de canola chegou a 30 mil hectares (ha), 50% apenas na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá (Cocamar), no início dos anos 90. Mas os problemas com as variedades introduzias no País e a falta de máquinas para o plantio vêm desestimulando os produtores. Na safra 96/97 a área plantada chegou a 1926 ha e neste ano produtores paranaenses reduziram o plantio para 1200 ha.
AdaptaçõesPara ser cultivada no Brasil, a canola sofreu algumas adaptações. As variedades hiola 401 (canadense) e iciola 41 (argentina) foram as que mais se adaptaram ao País. Mesmo assim apresentam problemas de maturação desuniforme. Este é um dos fatores que dificultam a colheita da oleaginosa.
A falta de maquinaria específica para o plantio de canola também está inibindo a expansão da lavoura. Segundo o coordenador fregional de lavouras da Emater em Maringá, Romualdo Faccin, as máquinas agrícolas brasileiras são adaptadas para culturas tradicionais, e como a semente de canola é muito pequena, as máquinas não conseguem plantar na profundidade ideal.
O vice-presidente da Cocamar, José Fernandes Jardim Jr., disse que os agricultores que plantam canola já estão há algum tempo lidando com a cultura e estão superando essas dificuldades. Para ele, a diminuição da área nesta safra ocorreu em decorrência de problemas para importar as sementes e não porque o agricultor não tem vontade de investir na lavoura.
‘‘O produtor tem mostrado interesse, mas este não é o momento para incentivarmos o plantio da canola. Primeiro temos que despertar o interesse do brasileiro para o consumo dos derivados de canola, e expandir o mercado’’, afirma Jardim Jr..
ConsumoNos últimos anos o consumo mundial de óleo de canola cresceu de 4 para 10 milhões de litros. A Europa, a Índia, a China e o Canadá continuam liderando o mercado mundial em produção e exportação. nesses países a produtividade média tem se mantido em torno de 2 mil kg/ha. A Índia e a China são os maiores consumidores do óleo e do farelo de canola.
No Brasil a produtividade vem aumentando: em 1993 era de 1040 kg/ha e na última safra alcançou 1500 kg/ha. No ano passado a Cocamar teve uma boa supresa: a família Francheti, do município de Atalaia, conseguiu produtividade de 2280 kg/ha.
‘‘Uma das vantagens da canola é que a lavoura não oferece riscos para o agricultor. A geada não chega a provocar danos porque a floração ocorre em fases distintas. O maior perigo é a ocorrência de seca no início do desenvolvimento das plantas’’, afirma o presidente da Cocamar, Luís Lourenço. A cooperativa de Maringá é a única no Brasil com capacidade para industrializar as sementes de canola. Os produtores recebem asssitência técnica e podem vender o produto diretamente para a cooperativa ao preço de US$200 a tonelada, contra um custo de produção entre US$100 e US$200 por hectare.

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