José Luiz Moletta, pesquisador do Iapar e responsável pelo setor de manejo, destaca que touros puros em vacas canchim para absorção, tem criado F1s com qualidade de carne surpreendentes. ''Os dados levantados por nós, dentro das raças utilizadas e de acordo com as potencialidades de cada, apontam o Purunã como muito próximo do Angus no acabamento e marmorização de carcaça, porém com maior produtividade frigorífica''.
Ele destaca também como uma vantagem econônomica, os sistemas de terminação precoce, aos 24 meses (desmana, recria e confina) e super-precoce (desmama e confina), aos 16 meses, produzindo cerca de 18 arrobas, com 4 mm de capa de gordura - metragem exigida por mercados consumidores exigintes como Europa e Estados Unidos. ''Abates técnicos já comprovaram que o Purunã está no caminho certo para um melhoramento genético mais apurado''.
O caminho está sendo trilhado por meio de parcerias com criadores dispostos a apostar no gado made in Paraná para poder catalogar dados do animais em propriedades. ''Sabemos que há muito ainda a se fazer, mas acreditar no potencial do que criamos com muito zêlo e dedicação. Demos o primeiro passo para fazer história na pecuária nacional'', comemora Moletta. (C.P.)

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