Produtividade agrada agricultores
A chuva ao longo desta semana atrapalhou alguns produtores da região Norte do Estado que iniciaram a colheita dos primeiros talhões de soja, plantados no início de outubro. As primeiras impressões, segundo os sojicultores, é de uma safra "nem lá nem cá", ou seja, sem níveis de produtividade muito baixos ou que atinjam patamares recordes.
Mesmo assim, a média alcançada em algumas áreas agrada quem apostou em variedades de alta tecnologia e espera números ainda melhores daqui para frente. Com uma área de aproximadamente 206 alqueires em Rolândia, Matias José Knoor está satisfeito com os primeiros resultados. "Só comecei os trabalhos e, pelo que notei, não será ruim. Até agora, a média é de 53 sacas por hectare (128,2 sacas por alqueire) e está ótima, principalmente devido à estiagem em outubro, que foi horrível", relembra.
Knoor explica que no ano passado, apesar da maioria das lavouras ter enfrentado altas temperaturas em janeiro, a dele acabou escapando do calor, uma vez que ele realizou o plantio antecipado da cultura, atingindo média de 145 sacas por alqueire. "Nesta safra, as áreas que plantei posteriormente a outubro devem fechar com produtividade acima de 60 sacas por hectare (145 sacas por alqueire). É o segundo ano que planto a soja Intacta e estou percebendo que além do bom controle de lagartas, ela também está com boa produtividade. Vamos esperar para ver."
Em relação ao custo de produção, Knoor reclamou que, além dos preços altos das sementes com melhor tecnologia, os valores do adubo e óleo diesel também estão bem salgados. "Se o câmbio não estivesse tão favorável ao dólar, certamente a situação dos produtores estaria pior. Os preços caíram um pouco, mas não posso dizer que estão ruins", relata. Como o clima de começo de safra não ajudou e o produtor acabou atrasando o plantio de soja, ele não destinará toda a sua área ao milho safrinha e, fatalmente, plantará um pouco de trigo. "Fechei alguns contratos futuros de milho a R$ 23 a saca. Estou satisfeito", complementa.
Na região do Vale do Ivaí, Emerson Penachiotti tem áreas nas cidades de Floresta, Itambé e Quinta do Sol. Em Itambé, a produtividade inicial ficou em 150 sacas por alqueire. "No mês de outubro, faltou chuva no pós-plantio, mas nada que gerasse uma deficiência hídrica. Minha expectativa é de manter essa média nas colheitas que virão posteriormente", prevê Penachiotti. (V.L.)





