Por ser uma novidade na região, Kobiraki enfrentou alguns problemas com a comercialização. ''Tínhamos compradores no Ceasa, mas não havia frequência no processo''. Por isso, há quatro anos, ele optou por processar a fruta, vendendo a noz torrada e salgada no mercado varejista.
Hoje, com o sucesso obtido, Kobiraki, além de comercializar toda a sua produção, ainda tem que comprar nozes de outros 10 produtores da região, com quem divide os lucros da venda. Mesmo assim, não está conseguindo atender a demanda. ''Temos mercado para vender muito mais. Falta produção'', comemora.
Para o processamento da noz, Kobiraki montou uma pequena cozinha, instalada na propriedade, seguindo orientaçãoes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A funcionária Romilda Alves Lucas foi treinada e cuida sozinha de todo o processo.
A primeira etapa consiste no corte das nozes com equipamento apropriado. A seguir, as frutas são separadas por tamanho e qualidade das amêndoas. Depois da retirada da casca as amêndoas são novamente selecionadas para serem torradas e salgadas.
Na seleção inicial, as frutas que apresentam manchas, como as do ataque de percevejos, são decartadas e, mais tarde, aproveitadas como adubo natural em lavouras de laranja que o produtor mantém na propriedade.
As amendôas que se quebram são utilizadas em doces, como paçocas, bolos e recheios de bombons. O empacotamento é feito em embalagens plásticas ou à vácuo (para aumentar a durabilidade). Pacotinhos de 50 gramas são vendidos no comércio local a R$ 2,50.(C.G.)

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