Produção integrada busca espaço no Paraná
Com o intuito de garantir a produção de frutos de qualidade e, ao mesmo tempo, reduzir a ocorrência de resíduos químicos, o Paraná desenvolve desde 2009 o programa Produção Integrada do Morangueiro (Pimo). A coordenadora do programa no Paraná e professora da UFPR, Maria Aparecida Zawadneak, conta que o objetivo é propor a adoção de boas práticas agrícolas durante o cultivo e colheita, de forma a gerar frutos de maior qualidade de modo sustentável. ''A adoção é voluntária e o produtor que optar pela produção integrada precisa seguir uma série de normas estipuladas pelo Ministério da Agricultura em relação à produção, pós-colheita, cuidados ambientais e qualidade de vida'', esclarece.
Rastreabilidade, segurança para o produtor e consumidor, redução do uso de insumos e padrão de fruto de qualidade para mercados interno e externo são os principais benefícios do sistema integrado, que resultam em regularidade e sustentabilidade da produção. Maria Aparecida conta que até o momento, apenas produtores do estado de São Paulo obtiveram a certificação de produção integrada do morangueiro no Brasil, mas no Paraná alguns agricultores já estão adequando a produção na região de Araucária, São José dos Pinhais e Imbituva. A Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com o Instituto Emater, promove cursos e visitas técnicas aos agricultores que aderiram ao programa e também apoia o desenvolvimento de pesquisas para aprimoramento da produção.
O uso de mudas certificadas e a aplicação racionalizada de agroquímicos, medidas defendidas pela produção integrada, reduzem os custos de produção. Segundo a coordenadora do programa, no sistema convencional são utilizadas entre 30 a 40 aplicações por safra, enquanto no Pimo o número cai para uma média de quatro aplicações. Portanto, mesmo sem uma valorização do produto certificado, o agricultor ganha benefício financeiro. Maria Aparecida explica que para adequar o atual sistema de produção de morango às exigências do Pimo, estão sendo desenvolvidas estratégias de manejo integrado de pragas e doenças, com o incentivo ao uso do caderno de campo e de pós-coheita para o registro dos dados sobre o manejo. (M.F.)





