A busca por animais de melhor porte tem levado pecuaristas a procurarem cada vez mais os bancos de sêmen. Cristiano Leal, gerente da área de corte de taurinos da CRV Lagoa, empresa especializada no ramo de inseminação, explica que esse mercado é promissor. Segundo ele, a crescente procura pelos cruzamentos industriais mostra essa tendência. De acordo com dados da empresa, só as vendas de sêmen da raça Angus, a mais procurada, cresce em torno de 40% ao ano.
Leal explica que a relação custo-benefício na inseminação artificial é muito favorável, isso porque uma dose de material genético gira em torno de R$ 15 a R$ 20. ''A pecuária precisa mostrar-se eficiente para valer o aumento dos custos de produção'', observa. Ele completa que o cruzamento artificial torna a pecuária muito mais competitiva. ''Investir em inseminação tem um valor irrisório'', salienta. Ele completa que genética não é a salvação da lavoura, já que manejo e nutrição são itens essenciais para gerar bons resultados.
Angus
A inserção da raça trouxe uma nova cara para a bovinocultura de corte no Brasil. Fábio Medeiros, gerente do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus (ABA), explica que antigamente não havia marcas de carne, mas hoje elas são sinônimos de qualidade. O especialista completa que as raças zebuínas deixam um pouco a desejar na questão da maciez e no marmoreiro, mas possuem uma contribuição importante, a rusticidade. ''Com o cruzamento, uma complementa a outra'', destaca. No Paraná, o gerente da ABA explica que a raça ajudou a melhorar o potencial de gordura entre músculo entre as raças continentais criadas no Estado.
Medeiros aponta que só em 2011 o Brasil comercializou sete milhões de doses de sêmen. Desse total, 2,5 milhões foi somente da raça Angus. ''As vendas de material genético representam 34%. Quatro de cinco bezerros providos de cruzamentos industriais são Angus'', sublinha. Para este ano, Medeiros espera uma produção de cerca de dois milhões de bezerros da raça. (R.M.)

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