Há 22 anos cultivando uvas finas de mesa o produtor Milton Bejatto, 46 anos, de Cambé (13 km a oeste de Londrina) aprendeu a controlar o parreiral de modo que consegue ter produção nos meses de julho e fevereiro, épocas de baixa oferta do produto na região. Dessa forma, graças ao manejo do parreiral o agricultor adquire mais rentabilidade com o negócio.
Bejatto cultiva três variedades de uvas: rubi, benetaca e niagara. Ao todo são 500 pés de rubi, 500 de benetaca e 1.700 de niagara. Nos parreirais de rubi e niagara ele tira duas colheitas ao ano, com uma média de produção de 20 quilos/planta. A área plantada pelo agricultor é de 4,2 hectares cultivados com ajuda da esposa e de um casal de sócios.
Enquanto a produção de uvas no município de Marialva (17 km a leste de Maringá), maior produtor do Estado, acabou no início de julho, Milton está no auge da colheita das uvas rubi e benetaca. Como a regra de definição dos preços é simples quando há pouco produto o preço sobe , é o produtor de Cambé que está somando rendimentos com o escalonamento da colheita.
Atualmente, Bejatto recebe de R$ 1,50 a R$ 1,70 por quilo do produto, enquanto no auge da safra o preço cai para até a metade desse valor. Para manter essa produção de entressafra, ele já se organiza para a poda do parreiral, assim, que se encerrar a colheita. A próxima safra de uvas rubi e benetaca devem ocorrer em fevereiro.
O produtor relata que cerca de 20% da produção é comercializada diretamente em mercados de Cambé e Rolândia, o restante é vendido a atravessadores. Na última safra ele colheu cerca de 10 mil quilos de uvas rubi, 6 mil quilos de benetaca e 7 mil de niagara. Os rendimentos com a produção têm variado entre 10 e 12% ao ano.

mockup