Produção esbarra na comercialização
Demanda antiga da Associação de Produtores de Flores do Norte e Noroeste do Paraná (Aflonorpa), a criação de um centro de comercialização para as flores produzidas na região ainda está em fase de elaboração. A presidente da Aflonorpa, Rosângela Takemura, lembra que a ideia de criação de um centro na Ceasa de Londrina existe desde 2005, mas só em 2009 se transformou em um projeto da Coordenadoria da Região Metropolitana de Londrina (Comel). ''O objetivo da Associação é promover a organização dos produtores de flores da região'', ressalta.
Segundo Rosângela, a dificuldade de comercialização é o maior empecilho para expansão da produção, pois a negociação é feita pelos próprios produtores em cada estabelecimento. ''Tentamos incentivar os agricultores, alegando que é possível ter renda alta em um pequeno espaço, mas depois eles não terão onde vender as flores'', lamenta.
Atualmente, mais de 98% das flores comercializadas em Londrina são oriundas de São Paulo. A presidente da Aflonorpa afirma que a existência de um espaço na Ceasa ajudaria a reduzir esse percentual. Apenas na produção de crisântemos para o Dia de Finados a região Norte é autossuficiente e consegue abastecer a demanda local.
O projeto inicial, criado em 2009, previa que o Polo Florícola ocupasse 3 mil metros quadrados de área construída, com duas estufas, um pavilhão dividido em 80 módulos, câmeras frias, estacionamento próprio, sala de reunião e cantina. Mas o coordenador da Região Metropolitana de Londrina, Victor Hugo Dantas, argumenta que essa proposta era muito ambiciosa. ''Depois modificamos o projeto para adequá-lo à realidade da região, à quantidade de produtores e às suas necessidades'', afirma. Segundo ele, o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está elaborando o novo projeto.
Segundo ele, está prevista para a penúltima semana do mês uma reunião entre o presidente da Ceasa Paraná e representantes da Comel e da UEL para debater, entre outros assuntos, o andamento do Polo Florícola de Londrina. ''A ideia é facilitar o comércio de flores na região e concentrar a produção em um polo distribuidor'', justifica Dantas. Como o projeto ainda não está concluído, ele explica que não há previsão de investimentos ou de detalhes da estrutura. A obra será construída com verba do Governo do Estado, por meio da Ceasa.(M.F.)





