Em Rolândia, os irmãos Trevizan se dividem na administração da propriedade e garantem a manutenção da atividade agrícola nas gerações futuras. Filhos de produtores, os irmãos deram sequência à produção de grãos após a morte do pai, em 1999, e contam com o entendimento mútuo para o sucesso da lavoura. ''Antes de tomar qualquer decisão de investimento, compra de maquinário ou negociação, sempre consultamos a opinião da família'', explica Odair.
No início, a propriedade possuía apenas 12 hectares, mas a família foi ampliando a área na medida em que as safras apresentavam saldos positivos. Para se manter no campo, no entanto, a família precisou investir em tecnologia e acompanhar os avanços das culturas. ''Se ficarmos parados no tempo, não tem como continuar na agricultura'', conta Irineu.
Dividindo a renda entre trigo e milho no inverno e soja e milho no verão, os irmãos produzem em uma área total de 500 hectares, administrada por Odair, Irineu, José Antônio, Laércio e Sandra. Diante da perda de aproximadamente 20% da produção de trigo em função da brusone, Odair lembra que a agricultura é uma atividade instável. ''O produtor tem que saber aproveitar as fases boas para garantir o sustento nas fases ruins'', afirma.
Odair, hoje com 55 anos, lembra dos avanços pelos quais a produção de alimentos já passou nesse período. ''A vida melhorou muito. Com o maquinário, não precisamos mais ficar o dia inteiro na lavoura. Antes, não tínhamos folga, mas agora o trabalho se concentra mais nas épocas de plantio e colheita. Essa rapidez trouxe mais qualidade de vida para nós agricultores'', relata.
Já a sucessão para a próxima geração ainda é incerta. Entre os filhos e sobrinhos, apenas um, que atualmente cursa agronomia, demonstra interesse em permanecer no campo. Para os próximos anos, os irmãos apostam na tecnologia para aumento de produtividade como condição para se manter na atividade agrícola. Cooperados desde a criação da cooperativa Integrada, há 16 anos, a família acredita na segurança, assistência técnica, apoio a armazenagem e comercialização e na distribuição das sobras no final do ano como as principais vantagens que o associativismo oferece ao agricultor.(M.F.)

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