Uma lavoura pouco explorada comercialmente, o chuchu se tornou a principal atividade da família Sonomura, que também cultiva frutas e mantém uma pequena granja de aves de corte na propriedade de 65 hectares (ha), localizada no município de Cambé, próxima de Londrina.
Considerando que o chuchu é cultivado somente em pequenas áreas, Ronaldo Sonomura pode ser classificado como um grande produtor desta cucurbitácea, porque cultiva uma área de 20 hectares. O cultivo começou com o pai, há dez anos, quando plantavam 2,5 ha. Ronaldo conta que foi ampliando a área de acordo com o crescimento da demanda, e está satisfeito com o retorno. Colhe de 60 a 80 toneladas por ano, e a colheita é diária, de domingo a domingo, não interrompendo nem nos feriados.
Cultivo comercial Comparado com o cultivo de hortaliças e leguminosas consumidas habitualmente pelo brasileiro, a exploração do chuchu é relativamente simples. Em áreas pequenas ele quase não dá problemas, e em áreas maiores as dificuldades são facilmente superadas.
Ronaldo explica que foi aprendendo com a prática, pois a literatura e informações técnicas sobre o chuchu são bastante limitadas em função de sua importância como cultura comercial. ‘‘Ao longo do tempo fomos observando as plantas que dão melhor produção e fomos selecionando. O chuchu gosta do clima ameno, nem muito frio nem muito calor’’, diz Ronaldo.
O período de pico de produção é abril-maio-junho e depois novembro-dezembro. Durante os outros meses a produção continua, mas em menor escala. O chuchu é uma planta perene e na lavoura de Ronaldo existe planta produzindo há quase dez anos.
O custo de implantação das parreiras é de R$ 9 mil por ha. O produtor optou por dividir a área em várias parreiras que ocupam 2,5 ha cada. Na propriedade existem oito módulos, em diversas fases de produção. ‘‘Uma das características do chuchu é que ele não produz de maneira uniforme. Na mesma planta existem frutos de vários tamanhos. Isto exige que a colheita de cada área seja feita a intervalos de dois a três dias’’, explica.
Manejo e tratos As exigências para uma lavoura de chuchu produzir bem são as mesmas de qualquer outra. ‘‘Não tem segredo’’, diz Ronaldo. Começa por um bom preparo do solo. Depois a escolha dos frutos maduros, que são plantados dois a dois por cova.
O espaçamento utilizado pelo produtor nas parreiras mais antigas é de 6 metros entre linhas por 3 metros entre ruas. Mas nas áreas mais novas que está implantando mais recentemente, ele mudou para 4 x 4 para facilitar a condução das ramas.
A adubação é feita mensalmente com cama-de-frango vinda da própria granja. São utilizadas 10 a 15 toneladas/ha/ano. A irrigação também é importante no período de seca, para manter as plantas produzindo.
Periodicamente é feita a raleação das ramas, porque é necessário entrar luz nas parreiras. ‘‘Se deixar por conta da planta, a área fica completamente fechada e não permite a penetração do sol’’, diz Ronaldo. A capina do mato só é feita quando há excesso, pois um pouco de mato é até benéfico para conservação da umidade do solo.
Comercialização Segundo Ronaldo, os preços do chuchu variam muito, entre R$ 2,00 e R$ 25,00 a caixa de 22 kg. Atualmente ele está vendendo a R$ 4,00. ‘‘Depende da oferta e procura’’, diz Ronaldo.
A maior parte de sua produção é vendida para grandes atacadistas que vão buscar o produto na sua propriedade. Como sua produção é grande, o produtor construiu uma câmara fria com capacidade para 30 toneladas, para armazenar os frutos nas épocas de picos de colheita. ‘‘Quem trabalha em pequena escala tem necessidade de se associar a outros produtores para comercializar melhor’’, comenta Ronaldo.

mockup