Produção de soja deve bater recorde
Na terceiraa avaliação sobre a safra de grãos realizada pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), divulgada essa semana, os dados apontam crescimento de 14,4% na área cultivada com soja. No levantamento anterior, a previsão de aumento era de 12,9%. O incremento de 1,5%, ou 197,9 mil hectares, provém da alternativa dos agricultores em detrimento do plantio do milho.
A produção, estimada em 41,5 milhões de toneladas, constitui recorde da cultura nesta safra. A conscientização do produtor em se adequar às novas tecnologias e em acompanhar as épocas de plantio indicadas pela assistência técnica, aliada às boas condições climáticas, explicam os bons níveis de produtividade até então estimados.
Observando as produtividades esperadas na maioria dos Estados, verifica-se que elas são superiores ou bem próximas das obtidas na safra passada, quando as condições climáticas foram extremamente favoráveis.
No Rio Grande do Sul, devido ao longo período de estiagem (5 de dezembro a 22 de janeiro), estima-se uma perda de 16,7% sobre a previsão de dezembro. As maiores perdas concentram-se nas lavouras de ciclo precoce, que tiveram a floração antecipada e apresentam porte bem abaixo do normal. Com o retorno das chuvas, as lavouras que estavam na fase de desenvolvimento vegetativo poderão ter produtividade normal. A produção, estimada em dezembro em 7,0 milhões de toneladas, cai para 5,85 milhões, ou seja, uma redução de 1,2 milhão de toneladas.
Em Santa Catarina, também em função da estiagem no oeste do Estado, há uma redução de 2,1% sobre a estimativa de dezembro, e a produção prevista em 627,4 mil toneladas foi reduzida para 614,1.
A colheita na Região Centro-Sul começou no mês de janeiro, com 2,5%. Para o mês de fevereiro estima-se 21,9%. Nos meses de maior concentração, março e abril, deverão ser colhidos, respectivamente, 63,8%, 32,1 em abril, e o restante em maio, com 4,2%, segundo informações da Conab.





